Calor intenso derruba produção, favorece o aumento de pragas na lavoura e etanol perde espaço; biológicos oferecem “alívio” ao produtor e combatem perdas na cana
A safra 25/26 de cana-de açúcar já apresenta sinais de retração. Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção nacional está estimada em 663,4 milhões de toneladas – 2% a menos que no ano anterior. A produtividade média também caiu, atingindo 75.451 kg/ha, reflexo direto dos desafios climáticos enfrentados no campo.
Estiagens, calor intenso e incêndios têm comprometido o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, atualmente em fase de plantio. Só no Sudeste, a colheita deve cair 4% neste ciclo. Em Minas Gerais, já se fala em antecipação do encerramento da safra.
O setor sucroenergético também sente os impactos: o etanol de cana perdeu competitividade frente à gasolina, com queda de 14% na produção. Esse cenário coloca em xeque a viabilidade econômica de uma das principais fontes de energia renovável do país, afetando o mercado interno, as exportações e a imagem do Brasil como líder em bioenergia.
Pressão de pragas em alta e resistência a químicos
As altas temperaturas e baixa incidência de chuva, aumentam a pressão de pragas sobre os canaviais. Insetos-praga como a broca-da-cana e cigarrinha-das-raízes, por exemplo, tendem a se tornar resistentes ao controle químico devido ao uso excessivo desses defensivos.
Diante de tantos desafios, os bioinsumos agrícolas surgem como aliados estratégicos no manejo da cana-de-açúcar. Somado à boas práticas e monitoramento técnico, os biológicos estimulam uma maior tolerância da planta ao estresse climático, melhor estrutura e sanidade do solo, e promovem o desenvolvimento radicular e vegetativo. Tudo isso de maneira sustentável e sem resíduos, alinhado às exigências atuais do mercado e à busca por maior eficiência agronômica.
Biológico: ferramenta eficaz contra pragas e estresse da cana
A produtividade da lavoura pode ser definida já na semente, com tratamentos específicos que protegem a planta desde a germinação. É o caso do Trichodermil® FS (Trichoderma asperelloides 1306), lançamento da Koppert Brasil e o primeiro bioinsumo desenvolvido à base de fungo no mundo.
Além de proteger a semente, sua formulação exclusiva bloqueia o ataque de parasitoides às raízes e favorece o crescimento da rizosfera e melhora a absorção de nutrientes, beneficiando a planta de inúmeras maneiras.
O solo também exige atenção, já que fungos e nematoides podem permanecer no local e comprometer os resultados do cultivo, mesmo após o vazio sanitário. Soluções biológicas como o Terranem® (Steinernema carpocapsae) e o Trichodermil® (Trichoderma harzianum 1306) agem exatamente sob a terra, protegendo a planta contra fungos, nematoides e larvas de insetos-praga.
O Terranem® é uma formulação à base de nematoides benéficos que caçam os patógenos, interrompendo o ciclo da praga rapidamente, ao mesmo tempo em que estimula a rizosfera e a absorção de água e nutrientes pela cana.
Já o Trichodermil® (Trichoderma harzianum) é um biofungicida com ação preventiva e curativa, que pode ser aplicado desde o sulco do plantio até nos estágios mais avançados da planta. Ele ativa sua resistência natural, enquanto compete com patógenos por espaço e nutrientes, promovendo um ambiente microbiológico saudável e reduzindo a incidência de doenças.
Visando aumentar a qualidade e produção de cana-de-açúcar, é possível investir em bioestimulantes como o Octane® (Isaria fumosorosea 1296) da Koppert, que combina extratos vegetais e microrganismos benéficos, voltado para o estímulo fisiológico da planta em diferentes fases do ciclo da cana, principalmente em momentos de recuperação pós-estresse.
Todos os produtos citados são vendidos separadamente e podem ser aplicados individualmente, de acordo com as orientações técnicas da marca.