Calor intenso, estiagens e chuvas irregulares preocupam o setor quanto à queda na produtividade da cana-de-açúcar
As mudanças climáticas deixaram de ser previsão para se tornar realidade no campo. Estudos recentes indicam que a produção brasileira pode cair até 20% nos próximos anos devido às mudanças climáticas, que alteram o regime de chuvas e intensificam períodos de estiagem.
Segundo relatório da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em várias regiões produtoras, inclusive no interior paulista, a safra 2025/26 já aponta redução na produtividade média por hectare e menor concentração de açúcares nos colmos.
Além de comprometer o crescimento da planta, tais mudanças chamam a atenção para outro problema no canavial: o aumento de pragas e doenças, entre elas, a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), uma das mais nocivas, capaz de causar danos severos às raízes, o envelhecimento precoce da cana e perdas que podem chegar a 30% da produção.
Impacto direto na produtividade e rentabilidade
O aumento da pressão de pragas, somado ao estresse hídrico, cria um cenário duplamente desafiador. Plantas enfraquecidas são mais suscetíveis e têm seu potencial de acúmulo de sacarose reduzido. O resultado é um produto de baixa qualidade e menor retorno econômico para o produtor e para as usinas.
Ademais, o uso contínuo de defensivos químicos tradicionais, muitas vezes em doses elevadas, pode gerar resistência nas pragas e afetar o equilíbrio biológico do solo, reduzindo ainda mais a resiliência do sistema produtivo.
Bioinsumos ajudam a preservar a produtividade e rentabilidade nos canaviais
Manter a produtividade mesmo em condições climáticas adversas exige estratégias inteligentes, como o uso de soluções biológicas para o manejo integrado da cana-de-açúcar.
Entre as inovações disponíveis no mercado, o bioinseticida da Koppert, o Octane® (Isaria fumosorosea CEPA ESALQ 1296), se destaca no controle da cigarrinha-das-raízes. O produto atua de forma natural sobre o inseto: os esporos do fungo aderem ao corpo da praga, germinam e a eliminam por colonização interna, reduzindo gradativamente a população na área.
Com isso, Octane® contribui para a preservar o equilíbrio do ecossistema, é compatível com o MIP (Manejo Integrado de Pragas) e pode ser utilizado de forma complementar a outras estratégias de manejo.
“Os biológicos não apenas controlam a praga, mas fortalecem o sistema produtivo como um todo. São ferramentas que contribuem para uma cana mais vigorosa e um solo mais saudável, pilares fundamentais para enfrentar as variações climáticas”, completa o Gerente Comercial Cana-de-Açúcar da Koppert Brasil, Vinícius Lopes.