Clima adverso e avanço da cigarrinha-da-raiz reforçam a necessidade de práticas mais eficientes na canavicultura. Inovação Koppert surge como alternativa no controle da praga.Clima adverso e avanço da cigarrinha-da-raiz reforçam a necessidade de práticas mais eficientes na canavicultura. Inovação Koppert surge como alternativa no controle da praga.
Uma preocupação paira sobre os produtores de cana-de-açúcar de todo o país: como recuperar o fôlego após o segundo ano consecutivo de queda na produção? Mesmo com uma área colhida maior – 8,85 milhões de hectares – o rendimento nacional recuou. O montante esperado para a safra de 2025/26 é de 668,8 milhões de toneladas de cana, volume 1,2% menor que no ciclo anterior e 6,22% abaixo do recorde registrado na safra de 2023/24, que atingiu 713,2 milhões de toneladas.
Entre os fatores que contribuíram para a retração estão as altas temperaturas e baixa incidência de chuva durante a desdobra e desenvolvimento da cana, especialmente na região Sudeste do país, responsável por 63,5% do total nacional. Essas mesmas condições também favoreceram o avanço da cigarrinha‑da‑raiz (Mahanarva fimbriolata), praga que voltou a causar preocupação entre os agricultores.
A praga, que se alimenta da seiva da planta e injeta toxinas, pode causar perdas de até 30% na produtividade do canavial. Em cenários de estresse hídrico e calor intenso, o estrago pode chegar a 50%, comprometendo a qualidade industrial da matéria-prima e a longevidade do canavial. Sendo assim, o controle preciso da cigarrinha torna-se essencial para garantir a produtividade e rentabilidade da plantação.
Com a pressão crescente, produtores têm revisto suas estratégias. “A resposta rápida é importante, mas apostar em qualquer solução apenas pela urgência não é algo muito eficiente, além de que pode custar caro para o produtor e para o meio ambiente”, observa o Diretor Industrial da Koppert América do Sul, Danilo Predazzoli, referindo-se à resistência demonstrada pela cigarrinha-da-raiz a alguns defensivos químicos.
Esse cenário tem impulsionado o uso de soluções biológicas, como o Octane®︎ (Isaria fumosorosea CEPA ESALQ 1296) da Koppert. Um bioinseticida à base de fungos que tem se destacado como um importante aliado no manejo da praga por auxiliar na redução do risco de resistência e contribuir para um sistema produtivo mais equilibrado.
Avanço no manejo da praga
Octane®︎ é uma inovação da Koppert recém-disponibilizada para o manejo da cigarrinha-da-raiz na cana, com eficácia comprovada no controle da praga em diferentes estágios de desenvolvimento, da fase larval até a adulta.
Após a aplicação, o fungo coloniza o inseto, levando-o à morte. Os esporos produzidos pelo indivíduo infectado se dispersam, podendo contaminar outros e favorecendo um controle mais abrangente e duradouro. O produto atua sem deixar resíduos, preserva o equilíbrio do ecossistema e os inimigos naturais da praga.
O produto também se destaca como importante ferramenta dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), pois contribui para a rotação de mecanismos de ação e, consequentemente, para a gestão da resistência de pragas. Sua compatibilidade com a maioria dos produtos utilizados no canavial facilita a integração ao manejo já adotado pelo produtor, sem a necessidade de grandes adaptações.
Por que agora?
A recuperação da safra 2026/27 dependerá cada vez mais de práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis. Soluções como Octane® da Koppert tornam-se fundamentais para fortalecer a resiliência dos canaviais diante das mudanças climáticas e da pressão de pragas, e fazer a balança da produtividade pender para cima. Por ser biológico, não deixa resíduos químicos e atende à demanda de mercado por sistemas produtivos mais seguros e sustentáveis.
Sua eficiência também pode gerar economia ao produtor, com menor necessidade de múltiplas aplicações e melhor uso dos insumos. Com sua expertise em soluções biológicas, a Koppert entrega ao setor uma tecnologia robusta e estratégica a fim de garantir um futuro mais produtivo e competitivo para a cana‑de‑açúcar do Brasil.
Case Denusa: pioneirismo em GO derruba cigarrinha-da-raiz para 0,32% nas áreas produtivas
Pioneira do setor sucroenergético em Goiás, a Usina Denusa registra um dos menores índices de cigarrinha‑da‑raiz do estado: 0,32% de infestação nos 30 mil hectares de cana acompanhados pela empresa. O resultado é atribuído ao manejo integral com produtos biológicos, prática adotada desde 2018, e ao uso de Octane® em 100% das áreas produtivas.
Segundo o gerente de Planejamento Agrícola da Denusa, Antônio Carlos de Oliveira Júnior, a estratégia tem permitido manter a praga sob controle mesmo em safras marcadas por clima adverso e pressão crescente de insetos.
“O índice se mantém baixo porque utilizamos produtos biológicos há anos no manejo de pragas e, principalmente, para a cigarrinha‑da‑raiz. Desde o lançamento do Octane, passamos a usá‑lo na cana e tivemos um ótimo resultado”, afirma Oliveira.
Reconhecida por investir em tecnologias sustentáveis e de alto desempenho, a Denusa reforça o movimento de usinas que ampliam o uso de biocontrole para aumentar eficiência e reduzir riscos no canavial.