Sintomas e danos
Após a colonização ocorre necrose e podridão aquosa de fora para dentro, principalmente na região do caule. Provoca murcha, amarelecimento, e reduz o crescimento da planta. Nos tecidos infectados aparece uma eflorescência branca que lembra algodão, constituindo os sinais característicos da doença (Micélio). Em poucos dias o micélio transforma se em massa negra, rígida, o escleródio, que é a forma de resistência do fungo. Os escleródios variam em tamanho de poucos milímetros a alguns centímetros que são formados tanto na superfície como no interior da haste e das vagens infectadas. Os escleródios são compostos por três camadas distintas: uma parede grossa rica em melanina, responsável pela coloração negra dos escleródios, uma parede fina (córtex) e a medula branca, que nada mais é do que o micélio dormente do fungo. A melanina confere resistência aos escleródios às condições adversas do solo fazendo com que estes permaneçam viáveis por vários anos, mesmo na ausência de plantas hospedeiras.
O fungo pode colonizar os tecidos sadios entre 16 e 24 horas após a infecção do tecido floral senescente. Em tempo seco, o progresso da doença pode ser retardado ou paralisado, mas é retomado quando as condições de alta umidade retornam. O micélio pode permanecer viável em flores infectadas por até 144 horas em condições desfavoráveis e retoma o desenvolvimento quando há condições favoráveis.