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Koppert reafirma liderança em soluções biológicas na COP30 e apresenta agricultura como aliada indispensável da descarbonização global

November 14, 2025
Koppert reafirma liderança em soluções biológicas na COP30 e apresenta agricultura  como aliada indispensável da descarbonização global

Empresa apresentou resultados, pesquisas e projeções que posicionam bioinsumos como protagonistas da transição para agricultura de baixo carbono.

A Koppert, líder global em soluções biológicas para a agricultura, marcou presença na COP30, um dos mais importantes eventos no mundo sobre sustentabilidade e mudanças climáticas. Com participação ativa em três painéis de alto nível na AgriZone Embrapa, a empresa reforçou o papel crucial dos bioinsumos como ferramenta para garantir mais sustentabilidade à agricultura, contribuir para a descarbonização global, aumentar a produtividade dos cultivos e a rentabilidade do produtor.

Um dos destaques foi a participação de Thiago Castro, Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Koppert Brasil, no painel "Bioinsumos em Debate: O Lugar dos Macrorganismos no PRONARA e na Agricultura Familiar". Castro enfatizou o uso de soluções biológicas, com macro e microrganismos, para a recuperação do solo, sanidade de ecossistemas e aumento da captura de carbono, além do controle de pragas, bases da agricultura regenerativa.

“A agricultura regenerativa é, em sua essência, sobre restaurar a vida. E não tem como falar em vida no solo sem falar em controle biológico”, disse. “Ao introduzir um inimigo natural para combater uma praga, devolvemos ao ecossistema uma peça que faltava. Isso fortalece a teia biológica, melhora a estrutura do solo, aumenta a disponibilidade de nutrientes e reduz a necessidade de intervenções agressivas. É a própria natureza trabalhando a nosso favor”, completou.

Estudos mostram que, ao migrar para práticas regenerativas, as lavouras deixam de ser fontes de emissão – atualmente, a agricultura e o uso da terra correspondem a 23% das emissões globais de gases do efeito estufa – e se tornam sumidouros de carbono, “reservatórios” naturais que filtram o dióxido de carbono da atmosfera.

O Brasil se destaca nesse cenário: cerca de 61% dos produtores brasileiros utilizando insumos biológicos regularmente, uma taxa quatro vezes maior que a média global. Ademais, o segmento de biológicos registrou crescimento de 22% no país, nos últimos três anos.

O Case da Koppert-Tereos

E os resultados são mensuráveis. Para o painel "Do Compromisso à Ação: Como o Agronegócio está entregando a agenda de Descarbonização", Vinícius Lopes, Gerente Comercial da divisão Cana-de-Açúcar, detalhou o sucesso da parceria estratégica entre a Koppert Brasil e a francesa Tereos, um dos maiores grupos sucroalcooleiros do mundo.

Em apenas um ano, a colaboração resultou na substituição de quase 50% da área de controle químico por soluções biológicas no manejo de pragas, com destaque para o Terranem® (Steinernema carpocapsae). O acordo foi firmado em setembro de 2024.

"Esse primeiro ano superou as expectativas. A velocidade com que os resultados começaram a ser identificados pela Tereos, aliada às adaptações operacionais e de equipe que foram concluídas em tempo recorde, nos deixa muito satisfeitos", declarou Lopes.

A iniciativa não só beneficiou a Tereos, mas também estendeu o acesso às tecnologias sustentáveis para os produtores independentes, abrindo novas oportunidades de remuneração. Após os resultados, o grupo planeja uma expansão significativa no uso de bioinsumos para as próximas safras.

Bioinsumo: o protagonista “inesperado”

A perspectiva atual e o futuro dos bioinsumos foram o foco da participação de Gustavo Herrmann, Diretor Comercial da Koppert América do Sul, que participou de um dos debates mais emblemáticos da AgriZone sobre "Bioinsumos e Intensificação Sustentável: Soluções Tropicais para a Agricultura de Baixo Carbono".

Ao lado de figuras como a Dra. Mariângela Hungria, vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação – o equivalente ao Prêmio Nobel da Agricultura –, e Amália Borsari, diretora de biológicos da CropLife, Herrmann chamou a atenção para o protagonismo dos bioinsumos na transformação da agricultura e no futuro do setor.

"O biológico sai de um papel de nice to have, de ‘é legal ter, é verdinho’, para o papel de protagonista, na medida que precisamos transformar a agricultura para ser mais sustentável e, ao mesmo tempo, mais produtiva e rentável", pontuou.

Ele destacou a vanguarda regulatória do Brasil, que possui a Lei de Bioinsumos mais moderna do mundo, criando um ambiente propício para investimentos e um crescimento exponencial do setor. “Tanto pela nova lei quanto pela demanda do mercado, temos visto grandes empresas com tradição em insumos químicos investindo pesado no desenvolvimento de soluções biológicas e isso é muito bom”, comemorou.

Diante de tais fatos, Herrmann acredita que o crescimento do mercado de bioinsumos para proteção de cultivos possa saltar dos atuais 13% – segundo levantamento da CropLife sobre a safra de 2024/25 – para 50% nos próximos anos. “Biológico sempre e químico quando necessário”, resumiu o executivo em sua fala final na COP 30, defendendo um equilíbrio inteligente para a agricultura do futuro.

Sustentabilidade: É preciso falar sobre o agro

A participação da Koppert na COP30 demonstrou que as soluções biológicas não são apenas uma opção ambientalmente amigável, mas um caminho indispensável para o futuro da agricultura global. A empresa reafirmou seu compromisso com o triplo balanço de sustentabilidade, produtividade e rentabilidade, investindo continuamente em pesquisa, tecnologia viva e inovação agrícola.

A AgriZone Embrapa, que sediou os painéis da Koppert Brasil, marcou um momento histórico ao ser o primeiro espaço dedicado à agricultura em uma COP. Ao apresentar tecnologias, compromissos e resultados concretos do setor para o palco, a entidade sinaliza a relevância do agronegócio nas discussões climáticas ao mesmo tempo que desmitifica seu papel como vilão do meio ambiente.

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