Na COP30, Gustavo Herrmann, Diretor Comercial da Koppert América do Sul, destaca a liderança brasileira em soluções biológicas que estão redefinindo a sustentabilidade e a produtividade na agricultura global
Enquanto o mundo busca soluções urgentes para a crise climática, o Brasil apresenta na COP30 uma resposta concreta e revolucionária para a agricultura: os bioinsumos. Nos últimos anos, a tecnologia tropical tem se mostrado indispensável para a descarbonização do campo e a sustentabilidade alimentar global, ressignificando o papel da agricultura nas discussões sobre clima e meio ambiente.
"O biológico sai de um papel de nice to have, de ‘é legal ter, é verdinho’, para o papel de protagonista, na medida que precisamos transformar a agricultura para ser mais sustentável e, ao mesmo tempo, mais produtiva e rentável", frisou Gustavo Herrmann, Diretor Comercial da Koppert América do Sul, durante sua participação na COP30.
Herrmann integrou o painel "Bioinsumos e Intensificação Sustentável: Soluções Tropicais para a Agricultura de Baixo Carbono", que aconteceu no dia 13 de novembro, um dos debates mais relevantes da AgriZone Embrapa, o primeiro espaço dedicado à agricultura na história das COPs.
Ao lado de figuras relevantes do setor como a Dra. Mariângela Hungria, vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação e uma das mulheres mais influentes do agronegócio, e Amália Borsari, diretora de biológicos da CropLife, Herrmann compartilhou insights cruciais sobre o papel dos bioinsumos na agricultura tropical, inovações para a intensificação sustentável e, principalmente, sua importância para a redução das emissões de carbono.
O executivo enfatizou a mudança de percepção sobre os biológicos no agro brasileiro e ressaltou que, diante dos grandes desafios do agronegócio, em especial da agricultura tropical, "sem os biológicos, hoje, não se consegue alcançar a sustentabilidade desejada", ao mesmo tempo em que se busca produtividade e rentabilidade para o produtor.
O durante o painel na AgriZone, também abordou o ambiente regulatório favorável no Brasil, que possui a Lei de Bioinsumos mais moderna do mundo, criando um cenário propício para investimentos e o desenvolvimento do setor.
“Tanto pela nova Lei de Bioinsumos quanto por essa nova demanda, temos visto muitas empresas de tradição em soluções químicas entrando, investindo pesado no desenvolvimento de soluções biológicas”, observou
Com esse impulso, ele acredita que as projeções de crescimento para o mercado de bioinsumos superem as expectativas, podendo saltar dos atuais 10% para uma fatia de 50% a 80% do mercado de proteção de cultivos, para os próximos anos. Segundo levantamento da CropLife, o crescimento na adoção de bioinsumos na safra de 2024/25 foi de 13%.
O diretor da Koppert América do Sul também destacou a liderança do país no cenário global de bioinsumos. "O Brasil está realmente na vanguarda, não só da regulamentação, mas também do uso dos biológicos, dos bioinsumos como tecnologia preponderante na agricultura”.
A mensagem final de Gustavo Herrmann na COP 30 sintetiza a principal estratégica do setor para os desafios da agro: "Biológico sempre e químico quando necessário" – destacando a necessidade de um equilíbrio inteligente para garantir a produtividade e a sustentabilidade.