A Koppert e a Natutec by Koppert participaram do lançamento do Projeto Bioinsumos do Brasil, que aconteceu em Brasília (DF), em maio, em evento promovido pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a Croplife Brasil, entidade que representa o setor de biodefensivos e fertilizantes químicos.
O Projeto Bioinsumos do Brasil é uma iniciativa estratégica voltada à promoção internacional de tecnologias sustentáveis desenvolvidas no País e contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais e promoção institucional.
O evento de lançamento contou com a apresentação de dados sobre o mercado nacional de bioinsumos, projeções para a safra 2025/2026, além de demonstrações práticas de aplicação de produtos em campo.
“Com o fortalecimento da Natutec, a Koppert se consolidou como a maior referência em controle biológico no Brasil — liderando tanto na produção de Trichogramma quanto na liberação eficiente de agentes biológicos no campo. Dentro deste contexto, o Bioinsumos Brasil visa potencializar e fomentar a adoção de práticas mais sustentáveis no campo, aumentando a produtividade e a rentabilidade dos produtores”, afirmou Gislene Manarim, Coordenadora de Operações da Natutec by Koppert.
Mais de 60% dos bioinsumos usados no Brasil em 2024/2025 foram na cultura da Soja
Segundo levantamento da CropLife Brasil, realizado em parceria com a Blink, a taxa média de adoção de bioinsumos no País subiu de 23% para 26% da área plantada nacional em relação à última Safra. O setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média de 22% ao ano nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global.
A Soja foi a cultura dominante, respondendo por 62% das aplicações de bioinsumos, seguida por Milho (23%), Cana-de-açúcar (10%) e outras, como Algodão, Café, Citros e Hortifrúti (6%). Em relação aos tipos de produtos, houve maior penetração de bionematicidas, biofungicidas e solubilizadores no mercado.
Na divisão regional, Mato Grosso lidera a adoção de bioinsumos em território nacional, com 34%, seguido por Goiás (12%), São Paulo (10%), Paraná e Mato Grosso do Sul (8% cada), Minas Gerais (7%) e Rio Grande do Sul (5%).
“O produtor aprendeu a combinar tecnologias: defensivos e bioinsumos. Isso tem resultado em aumento de produtividade e sustentabilidade no campo”, analisou o diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, ao portal Agro Estadão.
Expectativas apontam para continuidade da expansão, impulsionada pela ampliação da oferta, maiores adoções pelos produtores, desenvolvimento de novas formulações e pelo fortalecimento do manejo integrado entre biológicos e defensivos químicos.