A Alta Performance da Koppert se reflete em soluções inovadoras para a agricultura e também em diversas áreas da empresa: da Pesquisa e Desenvolvimento à Logística, passando pelos setores administrativos e, claro, pela Produção.
Nesta edição do BioJournal, conversamos com Juliana Longatto, bióloga, especialista em Gestão Industrial e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e Gerente de Produção da Koppert Brasil. À frente de iniciativas estratégicas da companhia, Juliana traz uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades da área.
Confira!
BioJournal: A Alta Performance está presente em todo o ciclo de inovação da Koppert, da pesquisa à entrega final. Qual é o papel da Produção nesse ecossistema?
Juliana Longatto: A Koppert Brasil conta com modernos sites de produção, elevado nível de tecnologia em seus processos produtivos e sistemas e equipamentos operacionais atualizados. Além disso, dentro da gestão industrial da empresa, a Produção é vista como uma área estratégica, sendo um dos pilares da nossa excelência operacional. A integração com outras áreas, como P&D e Logística, garante eficiência, rastreabilidade e qualidade, mantendo o padrão Koppert em cada etapa.
BioJournal: No dia a dia, como esses processos industriais contribuem para a produção de micro e macrobiológicos e uma formulação diferenciada, que refletem a excelência das nossas soluções?
Juliana Longatto: A Produção tem um papel fundamental na materialização da inovação com Alta Performance. É nela que as soluções desenvolvidas em pesquisa se transformam em produtos viáveis, consistentes e escaláveis, respeitando critérios de qualidade, sustentabilidade e eficiência. Nosso papel vai além de simplesmente executar — somos responsáveis por garantir que os processos estejam otimizados, que os padrões sejam mantidos em todas as etapas e que a operação esteja preparada para responder de forma ágil às inovações vindas do P&D. A Produção também retroalimenta esse ciclo, gerando dados, percepções e oportunidades de melhoria que ajudam a direcionar futuras inovações. Em empresas como a Koppert, onde o propósito está diretamente ligado ao impacto positivo no campo, manter uma produção com Alta Performance é garantir que a inovação realmente chegue ao cliente com qualidade e valor agregado.
BioJournal: Qual o maior desafio em manter o controle de qualidade da área e na melhoria da eficácia das nossas etapas de produção?
Juliana Longatto: Um dos principais desafios está em garantir um rigoroso controle de qualidade em um contexto de produção biológica. Nesse cenário, a rastreabilidade se torna um ponto essencial, assegurando o acompanhamento completo de cada etapa e permitindo correções rápidas quando necessário. Para manter a eficácia operacional, é fundamental o alinhamento contínuo entre Produção, Manutenção, Qualidade e áreas de Suporte Técnico. Esse trabalho conjunto garante que os processos fluam com eficiência, sem comprometer os padrões exigidos. Além disso, na minha visão, a melhoria contínua é um pilar estratégico dentro da Produção. Utilizamos indicadores, análise de desvios e escuta ativa da operação como base para implementar ajustes progressivos e sustentáveis. Outro fator indispensável é a capacitação contínua das equipes. São as pessoas que asseguram a execução dos processos, e quanto mais preparadas e engajadas estiverem, mais consistentes serão os resultados. Em resumo, manter a qualidade e a eficácia passa por investir em processos, integração e, principalmente, em pessoas.
BioJournal: A Koppert passou a operar no mercado livre de energia. O que motivou essa decisão e quais foram os principais desafios?
Juliana Longatto: A Koppert Brasil se destaca por colocar a sustentabilidade no centro de suas operações e a decisão de migrar para o consumo de energia 100% renovável é um reflexo claro desse compromisso. Essa ação não apenas está alinhada com as metas globais de ESG (Meio ambiente, social e governança, na sigla em inglês), mas também traz benefícios econômicos para a empresa. Dentro deste cenário, os principais desafios dentro desse processo foram entender e atender todas as documentações, contratos e informações técnicas.
BioJournal: Como funciona a comprovação de que a energia consumida é realmente renovável?
Juliana Longatto: A empresa geradora de energia, no nosso caso a Raízen, primeiramente obtém a certificação de sua geração de energia a partir de fontes renováveis (I-REC - International Renewable Energy Certificate). Para isso, são instalados medidores em suas instalações e a cada 1 MWh gerado, é emitido um certificado I-REC Bônus. Esse certificado fica disponível para aquisição pela empresa consumidora da energia elétrica, que neste caso é a Koppert Brasil. Um detalhe importante é que, ao migrarmos para o mercado livre de energia, a compra da energia passa a ser feita diretamente com a usina geradora, garantindo maior autonomia e rastreabilidade.
BioJournal: Além da energia renovável, que outras práticas sustentáveis já foram adotadas ou estão em planejamento?
Juliana Longatto: Temos uma agenda contínua de sustentabilidade e a empresa trabalha para cada vez mais dar suporte a práticas de responsabilidade socioambiental. Entre as ações já implementadas, podemos citar: aderência ao plano de logística reversa de embalagens; reaproveitamento de resíduos; recirculação de efluentes; compensação de emissões de carbono; além de iniciativas sociais e patrocínios locais. São medidas que reforçam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável em todas as dimensões.
BioJournal: De que forma essa transição energética se conecta com as metas globais de sustentabilidade da Koppert?
Juliana Longatto: A mudança está alinhada à nossa matriz de materialidade global, que estabelece como meta o uso de 100% de energia renovável em todas as nossas operações. O Brasil já contribui diretamente para acelerar esses resultados globais. Essa iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis.
BioJournal: Há planos para expandir essa estratégia para novas unidades ou apoiar fornecedores no processo de descarbonização?
Juliana Longatto: A ideia é expandir e seguir com a utilização de energias limpas e renováveis para nossas operações. Estamos atualizando nosso inventário de emissões de GEE (gases causadores do efeito estufa) a fim de direcionar esforços para os maiores impactos identificados relacionados às emissões de carbono equivalente. Sempre que possível, buscamos trabalhar com fornecedores e parceiros locais fortalecendo a economia circular e contribuindo com uma pegada mais sustentável em termos de emissões. Estudos sobre otimização de fretes e modais sempre são levados em consideração em nossas transações.