Controle biológico é tema da capa da revista Campo & Negócios

Notícias 14 abril 2021

O mercado de controle biológico foi destaque na edição de março da Revista Campo & Negócios, que também trouxe uma reportagem sobre a Koppert e suas soluções biológicas. Confira a matéria na íntegra:

Biológicos: tendências e oportunidades

As perspectivas para o mercado de biológicos no ano agrícola 2020/21 são muito positivas tanto em relação ao aumento de produção de bioinsumos, quanto na elevação de vendas. De acordo com dados da CropLife Brasil, entidade que reúne as empresas fabricantes de defensivos agrícolas, a expectativa é de um crescimento nas vendas na faixa de 20% a 30% em comparação com a safra anterior. “Em alguns casos, há projeções que se aproximam do dobro em relação ao ano anterior. O uso de defensivos biológicos ainda está em consolidação no Brasil. Por isso, qualquer aumento na taxa de adoção em grandes culturas, como a soja, por exemplo, é suficiente para um elevado volume de vendas. Em relação à produção, o aumento previsto é de 20%, puxado pelos novos registros”, explica a diretora-executiva de biológicos da Croplife Brasil, Amália Borsari. Atualmente, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) existem 411 biodefensivos registrados, sendo que houve o registro de 43 em 2019, e de 95 em 2020. “Esses dados indicam um mercado com grande potencial de crescimento. Até 2015, por exemplo, existiam apenas 107 registros. Em maio do ano passado, tivemos o lançamento, pelo Mapa, do Programa Nacional de Bioinsumos, que contou com a contribuição da CropLife Brasil. O programa possui como objetivo padronizar e incentivar o desenvolvimento e uso de bioinsumos na agropecuária brasileira. ”

A área tratada com biológicos está em escala crescente, apesar de haver ainda muito para avançar. A soja, a cana-de-açúcar e o café correspondem às culturas que mais consomem biodefensivos - dos 77,7 milhões de hectares plantados no Brasil, cerca de 20 milhões são tratados com biodefensivos. Pesquisa realizada pela Spark Inteligência Estratégica, aponta que esse mercado movimentou R$ 930 milhões (US$ 237 milhões) na safra 2019/20, com incremento de 46% em reais e de 34% em dólares ante 2018/19.

A Koppert tem um extenso trabalho de disseminação do manejo integrado de pragas e doenças (MIP) no país, que atinge produtores de todos os tamanhos, inclusive de grandes culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar. “Os produtos biológicos são registrados por pragas e doenças, e podem ser utilizados em qualquer cultura com infestação. Temos o portfólio mais completo em biodefensivos, que inclui fungicidas; nematicidas; acaricidas e inseticidas, tanto macro como microbiológicos, produtos para tratamento de sementes; inoculantes; bioativadores e ferramentas de monitoramento”, diz o diretor comercial da Koppert, Gustavo Herrmann.

Além disso, a empresa investe constantemente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, em parceria com universidades e institutos de pesquisa, além de estimular a adoção de novas tecnologias. “A Koppert é parceira do Sparcbio (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control), que tem como missão desenvolver pesquisas, produtos e tecnologias que resultem no uso e fortalecimento do controle biológico e do manejo integrado de pragas e doenças e recentemente, lançou o Gazebo, primeiro hub do país especializado em tecnologias voltadas para o controle biológico, que congrega startups, empresas e instituições de pesquisas”, fala o diretor comercial.

Investimentos e lançamentos.

Com o aumento da demanda brasileira por biológicos, a Koppert teve um crescimento de 40% no seu faturamento em 2020. Além disso, a empresa vai investir R$ 25 milhões nos próximos cinco anos, no Brasil e Argentina, em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, na manutenção e modernização das fábricas. “Os investimentos serão dedicados, principalmente, às áreas de produção de macrobiológicos, nova estrutura de pesquisa e desenvolvimento de insetos parasitoides, aquisição de novos equipamentos, ampliação da fábrica de produtos à base de fungos e modernização da planta de inoculantes na Argentina, entre outros”, explica Herrmann.

Em 2020, a empresa lançou o primeiro biofungicida para tratamento industrial de sementes (TSI) de soja e pretende consolidar o uso de seu principal bionematicida em áreas de plantio. O desenvolvimento dos dois produtos, que utilizam a mesma espécie de fungo como ingrediente ativo, o Trichoderma harzianum, consumiu mais de três anos em pesquisas e desenvolvimento e R$ 2 milhões de investimentos. “Para o Trianum DS, desenvolvido para TSI, esperamos vender entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões na temporada 2020/21. ”

O Trianum DS (Trichoderma harzianum Cepa T22) é o primeiro produto biológico composto por fungo do Brasil que pode ser utilizado no tratamento de semente industrial (TSI). Elaborado com a cepa T22, desenvolvida por meio de uma fusão entre as melhores linhagens do Trichoderma harzianum, o produto é uma exclusividade da Koppert e apresentou nos campos demonstrativos realizados durante a safra 2019/20 redução significativa na incidência e severidade dos patógenos de solo (fungos e nematoides). Além disso, promoveu o crescimento de raiz e parte aérea das plantas, que acarretou um incremento médio de 3,4 sacas/ha nos campos de soja.

Para Fabiano Denis de Paula, diretor geral da Futura Agronegócios, parceira da Koppert no tratamento de semente industrial com biológicos, em Minas Gerais, o Trianum DS apresentou resultados excelentes em ensaios e acompanhamentos de safras. “O produto entrega eficiência e segurança no controle de nematoides e doenças de solo, garantindo maior produção por hectare e aumento da quantidade de vagens por planta. Estamos muito satisfeitos em poder utilizá-lo. ”

Ainda em 2020, a empresa lançou a linha Natugro de bioativadores formulados com o extrato da alga marinha Ascophyllum nodosum, mundialmente reconhecida por promover o crescimento das plantas e melhorar sua resistência frente aos estresses e ao ataque de pragas e doenças. Em campos de arroz, por exemplo, a aplicação do produto resultou em um cultivo mais vigoroso, com maior quantidade de panículas produtivas do cereal em 12,6%. As parcelas tratadas produziram 500 quilos a mais por hectare, em comparação com as parcelas controle. Em lavouras de batata, em Curitiba (PR), as plantas foram colhidas e avaliadas 65 dias após a semeadura e as aplicações do produto elevaram o número de tubérculos por planta em 15,8% e aumentaram o diâmetro em 36,4%. A Koppert possui infraestrutura, tecnologia para atender à crescente demanda do mercado agrícola por bioinsumos, tornando a agricultura brasileira mais sustentável, saudável e em harmonia com a natureza.

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