Chloridea virescens (Heliothis virescens)

Lagarta das maçãs

Geral

No Brasil, a mariposa Chloridae virescens, conhecida como lagarta da maçã, é considerada uma praga principal para o algodoeiro, provocando danos severos e irreversíveis à cultura. Para a cultura da soja, porém, esta espécie era considerada, até 2008, desconhecida ou de pouca importância, passando então a representar uma ameaça à oleaginosa. Esta espécie apresenta distribuição em toda a América Tropical, desde o norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Por ser uma espécie de hábito polífago, pode alimentar-se tanto de plantas cultivadas como silvestres. Desta forma, no ambiente, a praga tem se adaptado e encontrado hospedeiros durante o ano todo. As culturas mais importantes que esta lagarta ocorre são: algodão (Gossypium hirsutum), ervilha (Pisum sativum), fumo (Nicotiana tabacum), soja (Glycine max), mas pode ser encontrada também em outras culturas como abóbora (Cucurbita spp.), berinjela (Solanum melongena), cana-de-açúcar (Saccharum officinarum), feijão (Phaseolus vulgaris), milho (Zea mays), pimentão (Capsicum annuum), tomate (Solanum lycopersicum) e trigo (Triticum aestivum).

Aparência e ciclo de vida das Lagartas das maçãs

Os ovos possuem coloração branca passando a alaranjado-marrom próximo da eclosão, estriados longitudinalmente. As lagartas recém eclodidas são de coloração geral verde, e ao crescer tomam tonalidades que vão do verde-claro ao marrom, atingindo cerca de 25mm de comprimento. A pupa apresenta forma cilíndrica, afilada na parte posterior e de cor castanho escuro, atravessando esta fase entre 3,0 a 5,0cm abaixo da superfície do solo. Nos adultos, as asas anteriores C. virescens são de coloração verde-oliva-pardacenta, com três linhas obliquas claras margeadas de preto, e 32mm de envergadura. As mariposas apresentam hábitos noturnos movimentando-se a partir do entardecer. As fêmeas colocam em média 600 ovos, depositados de forma isolada nas brotações, folhas novas e brácteas de botões florais, existentes principalmente nos ponteiros das plantas. Após três dias as lagartas eclodem e se alimentam de partes do ponteiro das plantas, inicialmente folhas, depois botões florais jovens. As lagartas passam por seis instares em um período aproximado de 26 dias crescimento, passando a seguir a fase de pupa. A condição de umidade favorece o crescimento populacional do inseto, podendo ocorrer duas a três gerações por safra.

Sintomas e danos

As lagartas se movimentam em sentido descendente das plantas, danificando os botões florais e flores a partir do ponteiro, atingindo posteriormente maçãs pequenas e grandes existentes nos estratos inferiores. Uma lagarta poderá destruir 06 botões florais e uma maçã provocando orifícios nos botões que abrem as brácteas e caem. Nos últimos ínstares as lagartas atacam maçãs, devorando o conteúdo das mesmas. Os orifícios expostos favorecem a penetração de microrganismos, causando o apodrecimento das maçãs.

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